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Mercado náutico cresce no Brasil: o que muda nos cuidados com embarcações e equipamentos expostos à água?

Barcos maiores, motores mais sofisticados e uma oferta crescente de equipamentos mostram como o mercado náutico brasileiro ganhou escala nos últimos anos. Esse avanço aparece também fora da água, em marinas, oficinas e serviços especializados. Quanto maior a frota e mais tecnologia embarcada, maior a atenção necessária aos componentes que permanecem sujeitos a respingos, umidade e contato frequente com ambientes agressivos.

Água muda a rotina de conservação porque alcança diferentes pontos da embarcação. Rolamentos, mancais, correntes, motores, terminais de bateria e peças metálicas precisam manter seu funcionamento mesmo sob condições muito diferentes das encontradas em ambientes secos. Inspeção periódica, limpeza e escolha de produtos compatíveis com essa exposição ajudam a preservar componentes que trabalham justamente onde a umidade faz parte do uso cotidiano.

O momento do setor reforça essa importância. Segundo a EXAME, São Paulo concentra 240.981 embarcações registradas, cerca de 24% da frota nacional, enquanto o programa estadual de turismo náutico projeta elevar a movimentação econômica da atividade de R$ 6,3 bilhões para R$ 21 bilhões até 2033. Entre 24 e 29 de setembro, o São Paulo Boat Show 2026 reunirá novamente embarcações, motores, equipamentos, acessórios e serviços, depois de uma edição que comercializou mais de 750 barcos em 2025.

Nesse ambiente, produtos com funções diferentes podem integrar a mesma rotina de cuidado. A Graxa Branca de Lítio Garin apresenta resistência à água e é indicada para aplicações sujeitas à umidade severa, incluindo rolamentos, correntes, embarcações e motores de popa. Já a Vaselina Garin pode ser utilizada em terminais de baterias de barcos e em peças que permanecem úmidas, contribuindo para a proteção contra oxidação. Cada solução atua em pontos específicos, de acordo com as características e necessidades do componente.

O crescimento do mercado náutico amplia também a demanda por manutenção capaz de acompanhar embarcações cada vez mais equipadas e utilizadas. Na água, conservar bem significa considerar desde o início aquilo que o ambiente impõe aos materiais e mecanismos. Resistência à umidade, proteção dos contatos e lubrificação adequada deixam de ser cuidados periféricos e passam a acompanhar a própria evolução de um setor que continua ganhando espaço no Brasil.

Fonte: EXAME.

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