Projetos arquitetônicos, estruturas e instalações de uma edificação precisam funcionar de maneira integrada. Quando essas informações são desenvolvidas separadamente, incompatibilidades podem aparecer durante a execução, exigindo ajustes que afetam prazos e custos. A tecnologia BIM (Building Information Modeling), ou Modelagem da Informação da Construção, vem ganhando espaço justamente pela possibilidade de reunir dados técnicos e melhorar a coordenação entre as diferentes etapas de um empreendimento.
Com o BIM, profissionais trabalham com modelos digitais que incorporam informações sobre dimensões, materiais, componentes e sistemas construtivos. A metodologia permite identificar interferências entre projetos, extrair quantitativos e acompanhar decisões antes que os serviços cheguem ao canteiro. Uma tubulação que atravessa indevidamente uma viga, por exemplo, pode ser identificada durante a compatibilização dos modelos, evitando correções posteriores na obra.
No Brasil, essa transformação também avança nas contratações públicas. Em maio de 2026, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos apresentou, durante o BIM Fórum Conference Brasil, iniciativas relacionadas à Nova Estratégia BIM BR. Entre elas estão ações para incorporar a metodologia aos sistemas federais de gestão de obras, como o Obrasgov.br e o Transferegov.br, ampliando sua utilização no planejamento, na contratação e no acompanhamento dos empreendimentos públicos.
A implementação exige mudanças na rotina de arquitetos, engenheiros, projetistas e construtoras. Equipes precisam compartilhar informações em formatos compatíveis, estabelecer responsabilidades e manter os modelos atualizados ao longo do projeto. A capacitação profissional também se torna importante, especialmente para pequenas e médias empresas que desejam incorporar a metodologia aos seus processos.
A expansão do BIM aponta para uma construção civil com maior integração entre projeto, orçamento, execução e gestão das edificações. À medida que ferramentas digitais passam a fazer parte das exigências de contratação e da rotina dos escritórios, compreender essa metodologia torna-se uma competência relevante para profissionais e empresas que pretendem acompanhar a evolução tecnológica do setor.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.